5 Equívocos Comuns em termos de Seguros de Viagem

Os seguros de viagem, e respectiva estrutura e aplicação prática, não são fáceis de entender. Muitas das políticas vêm descritas nos Termos e Condições, as mesmas que muito poucas pessoas se dão ao trabalho de ler. Não surpreende portanto constatar os equívocos mais comuns relativamente a seguros de viagem.

Equívoco 1: Não preciso de seguro de viagem dentro do espaço europeu porque sou portador do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)

Realidade: Ter um Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) não significa que esteja totalmente coberto e como tal deve considerar a subscrição de um seguro de viagem. A maioria dos países europeus não aceitará cobrir o custo total do tratamento médico, apesar dos acordos vigentes em termos de Saúde na UE. Algo tão simples como uma perna partida pode resultar numa factura de milhares de euros. Para além disso, a maioria das companhias aéreas não o deixarão viajar sozinho e exigirão que obtenha uma escolta médica por razões de segurança em caso de alguma complicação durante o voo.

Equívoco 2: Tenho um seguro de cancelamento pelo que posso cancelar o meu voo em qualquer altura e ainda assim ser reembolsado

Realidade: Este é um equívoco muito comum. O seguro de cancelamento é um seguro contra algum imprevisto. Ou seja, não significa que possa cancelar a sua viagem quando bem lhe apetecer e, como tal, na prática só muito dificilmente será reembolsado pela companhia aérea. Terá sempre que registar uma reclamação junto da companhia de seguros e, se o motivo for considerado válido (p.e., doença), será então reembolsado mas de qualquer das formas não no imediato.

Equívoco 3: Voos atrasados, cancelados e sobrelotados estão cobertos

Realidade: Não é bem assim. Posso dar o exemplo do que aconteceu a um amigo meu. O seu voo sofreu um atraso devido a um problema na asa do avião e ele acabou por ter de passar a noite num hotel. Ao preencher a reclamação junto da seguradora, a mesma recusou-a sob o pretexto de que o atraso foi causado por uma falha mecânica no avião, factor esse que não é coberto pelo seguro. Na realidade, a maioria das companhias de seguros não se responsabilizam se o atraso ou cancelamento ocorrer devido a um problema técnico.

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Equívoco 4: A minha seguradora não tem conhecimento de quaisquer condicionantes prévias relativas à minha saúde

Realidade: Na realidade, as seguradoras têm acesso a toda a informação disponível sobre si. Se acabar por necessitar de tratamento médico enquanto viaja devido a condicionantes prévias, o seu seguro será anulado e terá de pagar pelo tratamento. Um simples registo médico será suficiente para determinar uma condicionante prévia.

Há muitos outros factores que podem levar ao cancelamento do seguro, mas o mais frequentemente ignorado é o álcool. Se tiver sofrido uma lesão e tiver ingerido álcool, mesmo que a lesão não tenha sido consequência da ingestão do mesmo, muito provavelmente a seguradora não aceitará cobrir os custos. Já antes tínhamos abordado esse tema no nosso artigo sobre os erros mais comuns ao viajar - seja responsável e beba com moderação!

Equívoco 5: O meu seguro é total pelo que estou totalmente coberto

Realidade: "Cobertura total" é algo que puro e simplesmente não existe. É um termo legal, que é usado para descrever certos acontecimentos sob o qual está abrangido. Embora alguns seguros possam prever o reembolso de milhões de euros, a verdade é que praticamente todos têm um limite máximo em termos de reembolso, pelo que você será responsável pelo restante montante. Certifique-se de que lê a secção "exclusões", já que a maioria dos seguros não se aplicam se você se envolver em actividades de risco, nem se o que lhe aconteceu for o resultado de um acto bélico, de ter participado em actividades ilegais ou de ter consumido substâncias proíbidas, etc.

O mercado dos seguros de viagem é um mercado de vários biliões de dólares e está a crescer a um ritmo de praticamente 10% ao ano. Portanto, não se iluda e não julgue que as companhias de seguros o reembolsarão de ânimo leve. Tente informar-se antecipada e proactivamente. É melhor prevenir do que remediar.