Atraso e Compensação: um relato em primeira mão

Todos nós podemos adorar o que fazemos por uma série de razões, mas poucas coisas se aproximam de ouvir alguém dizer que fizemos a diferença causando nessa mesma pessoa um impacto positivo duradouro. Eis o Alex, de Montreal, que teve a amabilidade de partilhar a sua experiência connosco.

No passado Verão, ao viajar de volta a casa (voo entre Sófia e Montreal, via Zurique), só desejava que o voo de conexão fosse tão agradável como o voo inicial, mas não podia imaginar o quão enganado estava. Cheguei ao aeroporto cerca de 2 horas antes do voo, e assim que cheguei ao balcão de check-in fui informado de que o voo para Zurique estava atrasado - devido a um problema técnico. Ninguém parecia saber qual o atraso final. Aproveitei por isso para tomar o pequeno-almoço antes de voltar a verificar o atraso no voo. É então que descubro que o atraso é superior a duas horas, o que significa que perderei a minha conexão para Montreal. Se é como eu e trabalha o ano todo para disfrutar das suas férias e aproveitar ao máximo cada minuto das mesmas, saberá bem o que significa descobrir que o seu voo de Domingo está atrasado e que como tal poderá não chegar a tempo para trabalhar na Segunda-feira... Resumindo, após cerca de 2 longas horas e meia e de intermináveis discussões, a funcionária da transportadora aérea finalmente conseguiu apresentar uma solução: Sófia - Zurique, Zurique - Londres, Londres - Montreal. No voo de Sófia para Zurique, sentei-me ao lado de uma senhora que viajava com duas crianças de colo e que me pediu para a ajudar com a bagagem de mão e com o carrinho de bebé. Até Zurique não foi assim tão mau, porque tivemos tempo suficiente entre os voos de conexão, mas em relação a Londres a história foi outra. Para começar, tivemos de mudar de terminal, e não bastasse a conexão entre os dois voos ser muito curta, a companhia aérea ainda perdeu o carrinho de bebé! Imagine uma mãe solteira com duas crianças de colo, todos a pé desde as 5 da manhã. Para além disso, os seguranças em Heathrow insistiram em verificar todas as suas malas! Ajudei como pude e fomos os últimos a embarcar no avião para Montreal. Suspirei de alívio.
Aterrei nessa mesma noite em Montreal, sentindo-me feliz por tamanha odisseia ter finalmente chegado ao fim; e fui trabalhar no dia seguinte.

Várias semanas depois, deparei-me com um cartão de visita da ClaimCompass que a senhora com as duas crianças me tinha dado no avião. Lembro-me dela ter mencionado qualquer coisa sobre uma lei que previa uma compensação, mas quase não prestei atenção devido a todos os problemas. Além disso, depois de ter trabalhado para uma companhia aérea, o meu cepticismo em relação a receber uma eventual indemnização não podia ser maior. De qualquer maneira, decidi tentar: preenchi o Calculador de Compensação, assinei a procuração e envei o meu pedido. Foi tão rápido e fácil que nem pensei mais sobre o caso. Um pouco para minha surpresa, cerca de duas ou três semanas mais tarde, a ClaimCompass enviou-me um email, no qual solicitava os meus dados bancários de forma a poder transferir 450€ para a minha conta. Dois dias depois, recebi a transferência bancária (e imediatamente comecei a planear a minha próxima viagem).

Apesar de ter experiência no sector e de me considerar um viajante bastante frequente, não imaginava que houvesse uma lei que obrigasse a companhia aérea a pagar-me uma compensação monetária. Não sei como tudo se passa nos bastidores em termos de acções legais / judiciais, mas o que é facto é que a ClaimCompass me permitiu receber a minha compensação.